‘ Quatro passos para construir a segurança psicológica que equipe de alta performance precisam’

Está difícil estimular a tomada de riscos estratégicos e o pensamento criativo na sua equipe? No ambiente de trabalho pós-pandemia, a segurança psicológica tornou-se mais importante do que nunca. Uma nova análise da professora da Harvard Business School, Amy C. Edmondson, destaca as melhores formas de desenvolvê-la.

Benefícios como trabalho remoto ou férias ilimitadas podem ser atraentes, mas, quando o assunto é realização profissional em um mundo pós-pandemia, a segurança psicológica é essencial.

Amy Edmondson cunhou o termo “segurança psicológica da equipe” na década de 1990 para descrever ambientes de trabalho onde a sinceridade é esperada e onde os colaboradores podem se expressar sem medo de punição ou represálias.

Quando as pessoas se sentem psicologicamente seguras, elas se sentem autorizadas a experimentar, aprender, inovar e assumir riscos calculados — o que leva a melhores resultados para a equipe.

“Você não tem mais a opção de liderar pelo medo.”

A ideia ganhou notoriedade em 2012, quando o projeto Project Aristotle, do Google, identificou a segurança psicológica como um dos principais fatores das equipes de maior desempenho.

Segundo Edmondson, o conceito se tornou ainda mais urgente durante a pandemia, quando organizações precisaram lidar com elevados níveis de incerteza e complexidade.

“A segurança psicológica é literalmente crítica para a missão das organizações atuais. Em um mundo incerto e interdependente, liderar pelo medo não funciona nem como motivador nem como impulsionador de alta performance.”

Uma análise recente realizada por Edmondson e pelo pesquisador Derrick P. Bransby revisou 185 estudos científicos sobre o tema e identificou quatro práticas fundamentais para desenvolver segurança psicológica nas equipes.


1. Incentive a conexão da equipe por meio do trabalho cotidiano

É difícil alcançar resultados sem compartilhamento de conhecimento, colaboração e tomada de decisão conjunta.

Pessoas que se sentem seguras psicologicamente trabalham melhor em equipe porque conseguem compartilhar informações, pedir ajuda e ser transparentes.

Curiosamente, o próprio ato de trabalhar juntos fortalece os vínculos e cria um ciclo positivo de confiança.

Segundo Edmondson:

“Incerteza e interdependência são características da maior parte do trabalho atual. Sem a capacidade de ser sincero, pedir ajuda ou compartilhar erros, simplesmente não conseguimos realizar o trabalho.”

Em um contexto de equipes híbridas e remotas, esse senso de confiança e parceria torna-se ainda mais importante.


2. Normalize oportunidades de aprendizado a partir dos erros

Edmondson chama essas práticas de “comportamentos de aprendizagem”.

Pode ser algo simples, como reunir a equipe para entender por que um problema aconteceu e discutir como evitar situações semelhantes no futuro.

Exemplos:

  • Pedir ajuda quando necessário.
  • Admitir que não sabe algo.
  • Compartilhar um erro cometido.
  • Solicitar feedback.
  • Questionar processos existentes.

Embora pareçam atitudes simples, elas envolvem risco interpessoal.

Dizer:

“Não tenho certeza de como fazer isso.”

ou

“Preciso de ajuda.”

pode gerar desconforto.

Mas, em equipes psicologicamente seguras, essas falas são vistas como sinais de responsabilidade e aprendizado, não de fraqueza.


3. Garanta que todas as pessoas se sintam vistas e valorizadas

Ao longo de suas pesquisas, Edmondson percebeu que a qualidade dos processos depende diretamente do nível de engajamento das pessoas.

Hoje, as organizações não se preocupam apenas com:

“Como fazemos o trabalho?”

Mas também com:

“Como as pessoas estão se sentindo?”

Os estudos mostram que a segurança psicológica aumenta quando os colaboradores sentem que são vistos de forma genuína e respeitados por quem são.

Os benefícios incluem:

  • Menor estresse.
  • Menor desgaste emocional.
  • Maior engajamento.
  • Maior senso de pertencimento.
  • Mais inclusão, especialmente para grupos historicamente marginalizados.

4. Busque opiniões com humildade e abertura

Líderes que promovem segurança psicológica estão dispostos a demonstrar vulnerabilidade.

Eles deixam claro que valorizam a contribuição das pessoas.

Frases como:

  • “Vamos precisar de todas as ideias possíveis.”
  • “Se perceber algo que eu não esteja vendo, por favor me avise.”
  • “O que você pensa sobre isso?”
  • “Você vê algum risco que estamos ignorando?”

abrem espaço para participação.

Ao fazer boas perguntas, o líder comunica:

“Sua voz é importante.”

Mas isso só funciona se a reação às respostas for coerente.

Edmondson alerta:

“Não atire no mensageiro.”

Ou seja:

  • Não fique irritado com opiniões divergentes.
  • Não puna quem traz más notícias.
  • Não ridicularize dúvidas ou erros.

Em ambientes complexos e incertos, problemas sempre existirão.

Se ninguém está trazendo problemas à tona, isso não significa que eles não existam.

Significa apenas que as pessoas não se sentem seguras para falar sobre eles.


Principais Reflexões para Líderes

A segurança psicológica não significa ser permissivo nem reduzir a exigência por resultados.

Ela significa criar um ambiente onde as pessoas possam:

– Fazer perguntas

 – Admitir erros

– Pedir ajuda

–  Compartilhar ideias

– Discordar respeitosamente

– Assumir riscos inteligentes

Quando isso acontece, a inovação aumenta, o aprendizado acelera e a performance da equipe tende a crescer de forma sustentável.

Como costuma dizer Amy Edmondson:

“Segurança psicológica não é sobre conforto. É sobre criar condições para que as pessoas contribuam plenamente com seu potencial.” 

Tradução do artigo https://www.library.hbs.edu/working-knowledge/four-steps-to-build-the-psychological-safety-that-high-performing-teams-need-today feita por IA. 

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